Peticionários "Pela Salvaguarda das SETE FONTES"

Este blogue foi criado após o debate "E Depois da Petição?", realizado a 4 de Dezembro de 2010, no Instituto da Juventude, em Braga.
O Movimento de Cidadãos que promoveu a Petição apresentada na Assembleia da República em Maio de 2010, de que resultou uma Recomendação ao Governo tendo em vista a classificação das Sete Fontes bem como a definição da respectiva ZEP em Diário da República, organizou este espaço de divulgação tendo como meta a Salvaguarda do Complexo das SETE FONTES.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

22 de Abril - 9:30H - Ponto de encontro: Fonte do Ídolo 
                                                 No dia 18 de Abril comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios que este ano tem como tema "Do Património Mundial ao Património Local: proteger e gerir a mudança".

Os Peticionários pela Salvaguarda das Sete Fontes aderiram ao desafio colocado pelo IGESPAR, organizando uma visita ao Complexo das Sete Fontes em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor e com a colaboração da ASPA. A visita foi marcada para 22 de Abril (Domingo) de modo a facilitar  a participação em pleno num conjunto de iniciativas dinamizadas em Braga.

Recordamos que o Complexo das Sete Fontes é um Monumento Nacional e chamamos a  atenção  para o estado de degradação em que se encontra.

O Complexo das Sete Fontes é Património Local, mas também Património Nacional... e precisa de protecção urgente da tutela, que deverá ser capaz de gerir a mudança nesta fase complexa em que o país se encontra.

sexta-feira, 30 de março de 2012

"SETE FONTES e Braga, a capital europeia da conjuntura..."

Uma visita ao Complexo das Sete Fontes deixa grande mágoa em todos quantos conheceram a floresta autóctone que lá existia e os terrenos agrícolas, bem como as mães-d`água e aquedutos do Sistema Hidráulico Setecentista em pleno funcionamento.
Apesar de assumido como Monumento Nacional desde 2003 e com classificação e ZEP publicadas em 2011,  o abandono é cada vez maior conforme divulgámos já. Estranho? É com certeza.

O Entre Aspas desta semana denuncia isto mesmo.

(Para ler o texto abrir hiperligação em novo separador)

sexta-feira, 16 de março de 2012

COMUNICADO À IMPRENSA - conduta na Rua de S. Vicente



Lamentamos que a CMB não valorize vestígios arqueológicos que constituem património comum... pois com certeza constituiriam um polo de atracção turística com bastante interesse para os bracarenses e para o comércio local.
Diário do Minho (15 Março)
Para ler os textos - 
"abrir hiperligação num novo separador" 

domingo, 11 de março de 2012

Plano de Pormenor de Salvaguarda - estudo arqueológico e hidro-geológico

A Lei do Património (Lei nº 107/2001) exige um Plano de Pormenor de Salvaguarda para o Complexo das Sete Fontes, que por sua vez pressupõe a realização de estudos que permitam conhecer com exactidão o Monumento Nacional.
Intervir no Complexo das Sete Fontes conforme pretendia a CMB, limitando-se a realizar um Plano de Pormenor que implicava obras de grande vulto na área da ZEP... está agora provado que não era possível, pois a LEI do PATRIMÓNIO é para cumprir.
A Universidade do Minho foi finalmente envolvida na realização dos estudos que vão certamente confirmar a existência de património arqueológico na área da ZEP e irão também revelar a extensão do Sistema Hidráulico Setecentista, a origem da água e o caudal disponível.

O estudo hidro-geológico está a ser realizado pelo departamento de Ciências da Terra

O estudo arqueológico a ser desenvolvido pela Unidade de Arqueologia

As imagens revelam os trabalhos que a Assembleia da República considerou essenciais, que os peticionários, ASPA e outras organizações reclamaram... e que a CMB não valorizou.
Aguardamos pelo resultado destes estudo e ainda pelo estudo geofísico.

terça-feira, 6 de março de 2012

CONDUTAS DE ÁGUA VINDA DAS SETE FONTES NO CENTRO DA CIDADE

Se alguém tinha ainda dúvidas sobre a importância da água das Sete Fontes... as condutas que existem em vários pontos da cidade, tal como a que agora surgiu nas obras da Rua de S. Vicente não deixam qualquer dúvida (à esquerda da vala observam-se estruturas iguais às da conduta do Complexo das Sete Fontes; os trabalhos parecem decorrer à direita da conduta).  
Uma cidade sustentável aproveitaria para preservar vestígios importantes de épocas anteriores como museu ao ar livre, valorizava o Complexo das Sete Fontes como recurso turístico e produzia informação sobre o Monumento Nacional em várias línguas
Braga o que faz? 
Ignora recursos que fazem a diferença em relação a cidades vizinhas! São disso exemplo:
  • os vestígios arqueológicos que vão surgindo em qualquer buraco realizado para obras de modernização no centro da cidade; quantos estão musealizados constituindo pólo de atracção turística? Quantos foram retirados ou soterrados?
  • a destruição do interior de imóveis, limitando-se a manter a fachada, tal como aconteceu com o Palacete Matos Graça e outros! E assim se perdem marcos de épocas importantes da cidade!
  • o Complexo das Sete Fontes, um valor de tal importância que lhe foi atribuído o mais alto estatuto de Monumento Nacional, continua ao abandono, a água que suporta desperdiçada e durante as obras de construção do hospital e acessos foram referidas perdas graves em termos de património arqueológico! Uma visita ao Complexo das Sete Fontes esclarece qualquer dúvida que prevaleça.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SETE FONTES - por que motivo a Lei do Património continua por cumprir?

O caso Sete Fontes é um exemplo que confirma o desabafo do Procurador Geral da República e as declarações do  Presidente da JSD.
A Lei do Património é para cumprir... mas continuam por cumprir:
  •  as estratégias que seriam expectáveis para a área da ZEP - um Plano de Pormenor de Salvaguarda, a suspensão do PDM nesta área uma vez que prevê índice de construção elevado, uma intervenção rápida da CMB sempre que há danos na área do Monumento Nacional, etc.
  • as medidas necessárias de modo a evitar danos no Monumento Nacional - preventivas, de vigilância e de conservação/restauro.
As imagens e problemáticas que temos divulgado neste blogue são esclarecedoras...


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

MINA DOS ORFÃOS - vítima da força das águas

As escadas que ligam o patamar da Mina do Dr. Nozes à Mina dos Orfãos, está destruído pela força das águas conforme comunicámos à DRCN. 
É tal o volume de água que corre sem controlo nos dias de chuva, que abriu valas profundas antes (já com 1 metro de profundidade) e depois das escadas (conforme se verifica na imagem) e, como resultado, a Mina dos Orfãos está com certeza em risco.


E de onde vem essa torrente de água? 
Para quem conhece o local as imagens que se seguem não deixam margem para dúvidas...


Junto à Mina do Dr. Nozes é tal a acumulação de areias transportadas pelas águas, que mais parece uma praia fluvial...
Conforme se vê nas imagens a água corre livremente desde a área que pertence ao hospital!!!
Por que motivo não foram acautelados estes danos e se coloca em risco o Complexo das Sete Fontes, que afinal é mesmo um Monumento Nacional.
Por que motivo não está a ser efectuada a vigilância que se impõe quando um Monumento Nacional está em risco?

INCÊNDIOS E ABATE DE ÁRVORES - efeito na envolvente do MN

Nem os sobreiros e carvalhos escaparam aos abates de árvores de Setembro. Agora, com a ramagem quase totalmente retirada, é possível ver os efeitos do abate e os vestígios dos incêndios que se seguiram e que descaracterizaram a envolvente das Minas Gémeas e da Mina das Freiras.



O emblemático carvalho que muitos conheciam pela copa frondosa e pela sombra que refrescava quem por lá passava durante o Verão, está reduzido a poucos ramos tristes e inseguros...
Alguns sobreiros desde as Minas Gémeas até às Verdosas sucumbiram aos incêndios, mas noutros estão a começar a surgir folhas que revelam a grande resistência destas árvores.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Estudo Hidro-geológico já em curso...

Apesar de a CMB afirmar que não vai elaborar Plano de Pormenor de Salvaguarda para a área da ZEP das Sete Fontes... o 1º passo foi assumido pelo executivo municipal uma vez que se pronuncia esta 5ª feira (16 de fevereiro) sobre o ajuste directo (!) do estudo hidro-geológico que será realizado pela Universidade do Minho (pelo valor de cerca de 60 mil euros).
Eram três os estudos prévios necessários para um Plano de Pormenor de Salvaguarda numa ZEP como a das Sete Fontes;
  • o estudo hidro-geológico que está já em curso;
  • a prospecção geofísica;
  • o estudo arqueológico minucioso da área abrangida pela ZEP, utilizando novas tecnologias de detecção de vestígios e, de acordo com os dados adquiridos por este e pelo estudo geofisico, proceder a escavações arqueológicas em área.
Ainda bem que os requisitos  de um PPS começam a ser cumpridos pela CMB. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Não há Plano de Pormenor de Salvaguarda?!


"Diário do Minho" - 03/02/2012
Para ler o texto - 
"abrir hiperligação num novo separador" carregando no lado direito do rato.

Segundo o Arqº Amândio Dias, director dos Bens Culturais da Direcção Regional da Cultura Norte, a Câmara Municipal de Braga informou que ia rectificar os Termos de Referência do Plano de Pormenor de Sete Fontes, de modo a que cumpram os requisitos de um Plano de Pormenor de Salvaguarda, conforme está definido na Lei do Património (Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro – artº 53). 
Na verdade, o executivo da CMB não terá outra solução uma vez que vivemos num Estado de Direito e qualquer intervenção no Monumento Nacional e na ZEP exige parecer vinculativo da Secretaria de Estado da Cultura.
As rectificações implicam a realização de estudos rigorosos antes de qualquer decisão que incida na Zona Especial de Protecção do monumento nacional, designadamente: hidro-geológico, geofísico e arqueológico. Daí que, segundo o que também nos informaram, a CMB já tenha encomendado o estudo hidro-geológico à Universidade do Minho. 

Será que a CMB vai manter a designação Plano de Pormenor, apesar de ser obrigada a cumprir os requisitos da lei e, como tal, elaborar um documento com as exigências de um Plano de Pormenor de Salvaguarda?
Ou será que a CMB está  a tentar furtar-se ao cumprimento da lei?

Agora compete à Secretaria de Estado da Cultura - DRCN e IGESPAR - esclarecer a situação...


O jornal on-line "ComUM" recolheu a opinião de intervenientes na causa Sete Fontes.