Peticionários "Pela Salvaguarda das SETE FONTES"

Este blogue foi criado após o debate "E Depois da Petição?", realizado a 4 de Dezembro de 2010, no Instituto da Juventude, em Braga.
O Movimento de Cidadãos que promoveu a Petição apresentada na Assembleia da República em Maio de 2010, de que resultou uma Recomendação ao Governo tendo em vista a classificação das Sete Fontes bem como a definição da respectiva ZEP em Diário da República, organizou este espaço de divulgação tendo como meta a Salvaguarda do Complexo das SETE FONTES.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

COMUNICADO - "As eleições autárquicas e as Sete Fontes"

Todas as candidaturas à Câmara Municipal de Braga mencionam como sendo um dos seus objetivos a valorização das Sete Fontes, designadamente, prevendo um Parque Eco-Monumental. A conservação das Sete Fontes passou assim a ser um projeto transversal a todas as forças políticas autárquicas. 
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Podem assim os peticionários que lutaram pela classificação das Sete Fontes descansar? Pode ser que sim? Pode ser que não. Em primeiro lugar porque, por norma, em Portugal as promessas eleitorais não se cumprem e os manifestos das candidaturas são atirados para o Arquivo Morto. Depois, porque sabemos de fonte oficial que o atual executivo da Câmara Municipal de Braga mantém, nas reuniões da comissão de acompanhamento da Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Braga, a proposta da criação de novas ruas, nomeadamente da variante à EN 103, atravessando o Monumento Nacional, bem como urbanizações no interior da Zona Especial de Proteção das Sete Fontes.
Relembramos ao futuro executivo municipal e respetivo presidente, a quem os bracarenses irão delegar no próximo domingo os destinos do território concelhio, que o Complexo das Sete Fontes é Monumento Nacional, é património comum e constitui uma mais valia para o desenvolvimento do concelho. Como tal, as opções para essa área deverão ter em vista o usufruto comum, a melhoria da qualidade de vida, o Turismo e... resultar de debate público, ouvindo os bracarenses. 





quarta-feira, 26 de junho de 2013

COMPLEXO DAS SETE FONTES - pedido de esclarecimento à DRCN


Recebemos recentemente esta foto alertando para o risco resultante do estado de abandono de um buraco escavado junto à Mina dos Órfãos, inicialmente protegido por rede, mas que entretanto foi deslocada na sequência do enchimento repetido por água das chuvas, a que se seguiu a derrocada do talude de suporte!     

Em abril, quando nos apercebemos que um buraco tinha sido escavado numa zona sensível do Complexo das Sete Fontes, procurámos saber o que se passava e obtivemos  a seguinte informação:
  • trata-se de um reservatório para recolha de água e enquadra-se nos estudos em curso da responsabilidade da Universidade do Minho (UM);
  • foi realizado em presença dos responsáveis pelos estudos hidro geológico e arqueológico (UM), bem como de técnico da Câmara Municipal de Braga.
Na sequência do alerta fizemos uma visita ao local e ficámos, mais uma vez, preocupados.
Um curto período de chuva foi o suficiente para encher um reservatório com cerca de dois metros de altura e cerca de 7 x 2m de base, arrastar o talude artificial com cerca de 1 m de altura e afundar a vala que segue para jusante no sentido das estruturas subterrâneas do Sistema Hidráulico Setencentista e, mais abaixo, das minas Gémeas!
No sentido de perceber qual a solução para as ocorrências verificadas, contactámos a DRCN. Aguardamos resposta.




quarta-feira, 29 de maio de 2013

CAMINHADA ÀS SETE FONTES - dois anos após classificação como monumento nacional

A caminhada promovida pela Junta de freguesia de S. Vitor, no dia 26 de maio, contou com apoio por parte de organizações amigas das Sete Fontes e a presença de representantes de partidos políticos que têm desencadeado esforços no sentido da defesa deste monumento nacional.
Foi mais um momento de alerta para o estado de abandono e degradação em que se encontra o monumento, mas também de divulgação junto dos bracarenses que assim tiveram a oportunidade de conhecer património concelhio de importância nacional. Património que a autarquia tem ignorado ao longo dos anos!
Desta vez foram muitas as pessoas que aderiram à iniciativa por curiosidade, para conhecerem o tão falado monumento nacional. Caso polémico, sem dúvida, face às opções assumidas pelo executivo municipal. O certo é que os bracarenses estão cada vez mais atentos e interessados na defesa do património e nas Sete Fontes em particular.
A visita às minas foi demorada, pois era tanta gente e tão poucos a poderem entrar de cada vez, que foi necessário esperar. A admiração foi grande face à força da água no interior das minas e a frase mais ouvida foi "valeu a pena"!
O texto publicado no Diário do Minho, na véspera, foi alvo de atenção e conversa durante  a visita.







sábado, 25 de maio de 2013

SETE FONTES - faz hoje dois anos como monumento nacional

A falta de um caderno de encargos e de compromisso por escrito sobre medidas preventivas a adoptar tendo em vista a manutenção da integridade e a salvaguarda do Complexo e área envolvente, mantém a incerteza quanto às intenções anunciadas.
Para quando a apresentação pública e votação, em Assembleia Municipal, da ALTERAÇÃO ao "Plano de Pormenor de sete fontes" - Termos de Referência", incluindo as afirmações proferidas pelo Vereador no debate do dia 18 de abril? 


Diário do Minho - 25.05.2013

sábado, 4 de maio de 2013

DEPUTADA DO PCP QUESTIONA O GOVERNO...

Carla Cruz, deputada do PCP por Braga, verificou no terreno o estado de abandono a que está sujeito o Complexo das Sete Fontes e questionou o Governo.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

LIXEIRA NO COMPLEXO DAS SETE FONTES


Numa visita realizada ao Complexo das Sete Fontes, no dia 7 de fevereiro deste ano, deparámo-nos com lixo doméstico espalhado nos terrenos adjacentes à Mina de Xedas, entre a Rua Nuno Morais e a Rua dos Sapatelos!
Informámos a AGERE e solicitámos a remoção do lixo  e a limpeza do terreno, bem como uma fiscalização atuante, de modo a evitar que esta falta de civismo se repita no monumento nacional.

Não obtivemos resposta!


No dia 23 de março voltámos ao local e verificámos que a quantidade de lixo aumentou!
De novo informámos a AGERE, que nada fez!

segunda-feira, 4 de março de 2013

AFINAL... ainda não há Plano de Pormenor (e Salvaguarda) das Sete Fontes

Um ano depois da participação pública, relativa aos termos de referência do Plano de Pormenor de Sete Fontes, podemos afirmar que nada, ou quase nada, se sabe sobre a tramitação da elaboração do plano de pormenor, que deveria ser de salvaguarda, para  a área da ZEP das Sete Fontes.

Em 30 de Outubro de 2012, os peticionários solicitaram à CMB informações relativas aos estudos técnico-científicos que ficou de elaborar para sustentar as soluções a adotar na elaboração do Plano de Pormenor, conforme é referido e assumido no Relatório da Participação Pública.  Os meses passam e a resposta não chega!

O silêncio da CMB é quebrado quando, na última Assembleia Municipal de Braga, confrontado com uma proposta de recomendação da CDU sobre a situação do Plano de Pormenor, o vice-presidente da Câmara, Dr. Vítor Sousa, afirma … que não há ainda plano de pormenor para a zona envolvente do monumento nacional das Sete Fontes.

Surpreendente!
E mais surpreendente se torna esta situação quando se verifica uma evidente contradição com o que é referido no ofício do Senhor Secretário de Estado da Cultura enviado à Assembleia da República em resposta à deputada Carla Cruz (ver visita ao MN), do Partido Comunista Português, onde é referido o seguinte:

 "No sentido de assegurar a correta gestão urbanística do monumento e da sua envolvente, a Câmara Municipal de Braga desenvolveu um plano de pormenor para a zona. A DRC Norte tem vindo  acompanhar o processo".

Aguardamos a divulgação dos estudos técnico-científicos - hidrogeológico e arqueológico - imprescindíveis à caracterização da área da ZEP das Sete Fontes.

Diário do Minho - 4 março 2013

Correio do Minho - 4 fev. 2013

Diário do Minho - 13 jan. 2013
Correio do Minho - 13 jan. 2013


Correio do Minho - 22 fev. 2013

Diário do Minho - 22 fev. 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A FORÇA DA ÁGUA NAS SETE FONTES

Fevereiro de 2013 tem sido um mês forte para as Sete Fontes. A água é tanta que não cabe nos aquedutos, sendo necessário levantar as buchas de limpeza de modo a permitir o escoamento rápido da água e evitar danos no Sistema. 
Foi necessário retirar as buchas...

 Dentro das mães d`água...


Era tal a força da água que forçou a porta de uma das mães d`água, conforme se vê na imagem.
Nas últimas quatro décadas, esta é pelos vistos a terceira vez que o volume de água no Sistema é desta natureza. Em tempos esta água era fonte de vida vegetal e animal. Para onde vai agora? Qual o seu destino?

O estudo realizado nas Sete Fontes durante o ano passado, um ano considerado seco, ajudará com certeza a perceber o valor da água que corre no Sistema Hidráulico Setecentista.

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO SOBRE AS SETE FONTES

Tivemos conhecimento de uma dissertação de mestrado realizada na Universidade do Minho (Escola de Ciências), intitulada “Hidrodinâmica do Sistema de Captação das Setes Fontes: Contributo para o Ordenamento do Território do Município de Braga”, da autoria de Maria de Lurdes Antunes Rodrigues, sob a orientação do Professor Doutor Alberto da Silva Lima.
Deste estudo transcrevemos um enxerto das Conclusões, que consideramos esclarecedor sobre a importância do Monumento Nacional:

 "Tratando-se de um Monumento Nacional, o Sistema de Captação das Sete Fontes possui um valor não só histórico mas ambiental e arquitetónico de elevada importância e, portanto tem de ser salvaguardado. No Plano de Ordenamento Urbanístico de Braga, em particular no Plano de Pormenor do Sistema das Sete Fontes, o estudo que ora se apresenta permitiu caracterizar o referido Sistema desde os mecanismos envolvidos na recarga até à produtividade das diferentes captações. Uma vez que o aquífero associado ao Sistema se encontra compartimentado e cada galeria capta diferentes áreas do aquífero, é necessário ter em atenção este aspeto para manter a essência do Sistema, isto é, como um Sistema de captação. Logo, é indispensável atender a todas as variáveis envolvidas no funcionamento hidrogeológico desde a área de recarga até às próprias captações e zonas de descarga. Assim, as conclusões apresentadas neste estudo devem ser tomadas em conta na elaboração do referido Plano de Pormenor.”

Se estudos deste tipo tivessem sido realizados antes da construção do hospital, a sua localização não seria outra?